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    Textos simplórios de um espectador perverso. E sem a autocrítica do blogueiro, não vale! (Visualizem essa budega pelo Firefox; ele não é amigo do Explorer)

Um beijo roubado

Fraquinho!

Aqui temos personagens estranhamento positivos, em se tratando de Wong Kar-Wai e do que eu conheço dele (a tal trilogia composta por Dias Selvagens, Amor à flor da pele e 2046). Eles trabalham, ouvem, observam, têm planos de vida; são garçons ao invés de fregueses. A violência cósmica do mundo, o maremoto do tempo, claro, eles ainda estão lá — mas com qual função?

O que fazer quando o filme é contado no presente? Quando a nostalgia se subverte em iminência de tragédia ou descoberta da esperança? Quando o universo — mera semente em um bar qualquer de Nova York — de repente se afrouxa e expande para além do horizonte dos desertos americanos? Wong Kar Wai, ele também não parece ter as respostas.

O filme não funciona nada bem depois que Norah Jones (aliás, muito fraca) sai para Memphis. O vaim-e-vém dos personagens, os sentimentos tão drásticos e imprudentes, coletânia de causos bizarros de road movie que o cineasta quer elevar como “o drama do mundo inteiro”… Por algum motivo, mesmo mantendo as opções estéticas, ele perdeu o individualismo romântico para um certa ambição social e um senso de cotidianidade (ainda que um tanto disfarçados pelos seus virtuosismos), perdeu o passado e a nostalgia para o tempo no presente e a frontalidade inexóravel aos dramas da vida. Mas Kar Wai não sabe e nem tenta trabalhar com este outro tom.

É forçassão de barra ou raciocínio confuso!

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